Lisya × Norma PALC 2025
Mapeamos cada requisito da Norma PALC 2025 (SBPC/ML) ao que o Lisya já entrega, ao que está parcial e ao que falta — com transparência. Os 18 capítulos da norma, requisito a requisito.
Baixar a Norma PALC 2025 (PDF · 7,4 MB)Coberto + metade do parcial, sobre os 52 requisitos que dependem do sistema.
Tela acessível por menu + dados armazenados no Lisya (a execução pode usar serviço externo).
Base existe; falta completar fluxo ou governança.
Acionável por software, mas ainda não existe no Lisya.
Sistema de Informações Laboratorial (SIL)Software
O coração do que um LIS precisa entregar: segurança da informação, acesso, rastreabilidade total do laudo e verificação automática.
Segurança da informação: disponibilidade, confidencialidade e integridade dos dados do paciente.
Os dados do paciente e seus resultados não podem ser perdidos, vazados nem alterados indevidamente.
Isolamento multi-tenant por laboratorioId em toda query + JWT garantem integridade e confidencialidade técnica.
Formalizar uma política de segurança da informação documentada (POP).
Privacidade/confidencialidade + ciência prévia do paciente sobre o que pode ser público.
O paciente precisa saber, antes, quais dados podem ir a domínio público; o resto é confidencial.
LGPD nativo: opt-in de comunicação, consentimento com data, trilha de auditoria de acessos (PortalAuditLog).
Exibir termo de privacidade explícito no início da jornada (recepção/portal).
Infraestrutura de servidores (energia, atualização de SO, antivírus, extintores).
O ambiente físico/lógico dos servidores precisa ser controlado e monitorado.
Infraestrutura 100% em nuvem gerenciada (Railway). Requer registro documental, não código.
Acesso por senha + matriz de operações por operador + bloqueio no desligamento.
Cada pessoa só faz o que pode; quem sai do laboratório tem o acesso bloqueado; treinamentos registrados.
RBAC por papel (OWNER/ADMIN/BIOMEDICO/RECEPCAO/TECNICO/FINANCEIRO) em cada rota; desativação de usuário (Usuario.ativo).
Política de senha (mín. de caracteres, expiração, troca periódica) e registro de treinamento por usuário.
Firewall, antivírus em todos os terminais, VPN/criptografia no acesso remoto.
O tráfego e a rede precisam ser protegidos contra ataques e interceptação.
TLS/HTTPS ponta a ponta. Pen-test e VPN são processo/infra documentável.
Procedimento escrito do SIL (operação, acessos, backup).
Tem que existir um manual de como o sistema é operado e protegido.
O produto fornece o comportamento; o POP é redigido pelo laboratório.
Manutenção periódica + teste de restauração de backup.
Backup só vale se você consegue restaurar — e isso precisa ser testado de tempos em tempos.
Backup gerenciado (Postgres/Railway).
Registrar plano periódico de teste de restauração.
Plano de recuperação de desastres (disaster recovery) e contingência.
Se tudo cair, existe um plano claro para voltar a operar sem afetar resultados.
Infra em nuvem + processo documentável.
Política de instalação/atualização de software e janelas de manutenção.
Atualizações entram de forma controlada, sem quebrar a rotina técnica.
Deploy contínuo controlado (Railway).
Formalizar política de janelas de manutenção.
Registro rastreável de toda mudança no SIL, testada e aprovada pela Direção.
Toda alteração no sistema precisa ter histórico de quem fez, testou e aprovou.
Versionamento de código (Git) dá rastreabilidade técnica de cada mudança.
Changelog formal aprovado/assinado pela Direção do laboratório.
Procedimento para interrupções programadas de manutenção.
Paradas planejadas são agendadas para incomodar o mínimo possível.
Documental.
Plano de contingência para pane do SIL.
Existe um plano de o que fazer (e quem aciona) quando o sistema sai do ar.
Fallback de impressão PDF existe; o plano em si é documental.
Rastreabilidade no SIL de tudo que gerou o laudo + responsável pela liberação.
Para qualquer laudo, é possível reconstruir cada passo (digitação, conferência, liberação) e quem fez.
Trilha de eventos por resultado (DIGITADO→CONFERIDO→LIBERADO→RETIFICADO→CRÍTICO_COMUNICADO→EMITIDO) + versões imutáveis com quem liberou.
Verificação automática: regras aprovadas, testadas, com bloqueio e revisão anual.
Se o sistema libera resultado sozinho, as regras precisam ser validadas e bloquear automaticamente o que é crítico ou suspeito.
Auto-liberação bloqueia automaticamente quando há valor crítico/absurdo/fora de faixa, dupla assinatura exigida, delta-check ou controle de qualidade violado.
Formalizar o ritual de revisão anual das regras (registro).
Laudo eletrônico conforme a legislação vigente.
Disponibilizar laudo pela internet seguindo a lei.
Portal de Saúde + validação pública por QR/token sem login.
Fase Pós-analítica e LaudosSoftware
Emissão, conteúdo, assinatura, retificação e tempos de entrega dos laudos.
Política de emissão de laudos (rotina/plantão/urgência; quem libera para quem).
Regras claras de quem pode liberar resultado e para quem, inclusive direto ao paciente.
Fluxo de liberação por papel implementado.
Documentar a política de emissão.
Laudo legível, datado, liberado e assinado por profissional habilitado.
O laudo final é claro, sem rasura, com data e assinatura de quem é legalmente habilitado.
Template padronizado + assinatura vinculada ao profissional liberador.
Conteúdo mínimo do laudo (15 itens).
O laudo precisa conter solicitante, RT, quem liberou, paciente, amostra, datas, método, resultado, unidade, valor de referência e comentários.
O gerador de laudo monta todos os campos exigidos a partir dos dados da O.S.
Assinatura por habilitados, com autenticidade e integridade garantidas.
A assinatura tem que provar quem assinou e que o laudo não foi adulterado depois.
Assinatura digital ICP-Brasil (BirdID, CPF+OTP) com hash de integridade e identidade do signatário.
Comunicar ao cliente eventuais atrasos na entrega de laudos.
Se o laudo vai atrasar, o cliente é avisado.
Canais (WhatsApp/Portal) existem.
Gatilho e registro automáticos de "atraso de laudo".
Definir e monitorar o TAT (Tempo de Atendimento Total) dos urgentes + indicadores.
Medir quanto tempo o exame leva (da coleta à liberação), com metas e indicadores — sobretudo para urgências.
O Painel Analítico (/painel-analitico) já calcula TAT, funil, carga e gargalos a partir dos eventos reais.
Consolidar o TAT específico de urgentes com metas/indicadores e substituir o /dashboard (hoje placeholder).
Resultados verbais e laudos provisórios (read-back e registro).
Resultado dado por telefone ou provisório precisa ser registrado e confirmado pelo destinatário.
Status de conferência funciona como rascunho.
Status "provisório" explícito + registro de confirmação (read-back).
Retificação rastreável mantendo o original + impedir nova liberação + abrir RNC.
Corrigir um laudo já emitido gera um novo laudo marcado como retificado, mantendo o original e abrindo uma não conformidade.
Retificação cria nova versão, mantém o original imutável e marca "Laudo Retificado" no PDF.
Abertura automática de RNC (depende do módulo do Cap. 5) e registro da comunicação ao cliente.
Transcrição fiel de laudos de laboratórios de apoio.
Ao reproduzir laudo de outro laboratório, não pode haver alteração que mude a interpretação.
Estrutura de apoio existe.
Garantir fluxo de transcrição fiel + comentário do liberador.
Retenção, armazenamento e descarte rastreável de amostras.
Saber onde está cada amostra, por quanto tempo guardar e como descartar.
Amostra com carimbos de tempo e localização.
Gestão de soroteca/descarte.
Notificação compulsória de doenças.
Resultado que sugere doença de notificação obrigatória deve ser notificado à autoridade sanitária.
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Integração/registro de notificação compulsória (SINAN).
Legislação específica (HIV, sífilis, hepatites etc.).
Alguns exames têm regras próprias de laudo e conduta.
O conteúdo do laudo suporta; regra por exame é configuração/processo.
Revisão das máscaras de laudo pela Direção quando há mudança.
Todo modelo de laudo novo ou alterado é aprovado antes de entrar em uso.
Templates de laudo versionáveis.
Workflow de aprovação registrada da máscara.
Verificação periódica (≥ anual) dos cálculos e do interfaceamento do SIL.
Conferir, ao menos uma vez por ano, se os cálculos e o de-para de exames continuam corretos.
Interfaceamento e de-para implementados.
Procedimento de verificação anual com registro.
Garantia da Qualidade (CIQ/CEQ)Software
Controle interno e externo da qualidade — Westgard, Levey-Jennings, ensaios de proficiência.
Programa de Garantia da Qualidade (CIQ + avaliação externa) para todos os exames.
Monitorar continuamente se cada exame está confiável, por controle interno e externo.
Motor de CQ por parâmetro + controle interno e externo.
Controle interno abrangente para exames qualitativos e quantitativos.
Controle aplicado a todos os tipos de exame, do mesmo jeito que as amostras de paciente.
Engine de CQ cobre qualitativos e quantitativos.
Especificações de Desempenho Analítico (EDA) com base científica.
Definir limites de aceitação baseados num modelo válido (ex.: Conferência de Milão 2015).
Limites configuráveis por controle.
Vincular formalmente as EDAs a um modelo científico.
Limites de aceitabilidade + responsáveis + ação corretiva + reprocessamento.
Quando o controle sai do limite, há quem avalie, ação corretiva e reprocessamento de amostras já liberadas se necessário.
Regras de Westgard + gate que bloqueia liberação quando o CQ está violado.
Workflow de ação corretiva e reprocessamento retroativo.
Avaliação periódica de tendências + ação preventiva.
Acompanhar tendências do controle e agir antes de virar erro.
Z-scores e tendências calculados.
Ritual de revisão periódica registrado.
Participação contínua em Avaliação Externa da Qualidade (PAEQ).
Participar de programas de proficiência (comparação com outros laboratórios).
Controle externo registra ciclo, bias e z-score.
Contrato com provedor é organizacional; importação de resultados pode evoluir.
Estimativa do erro sistemático dos exames.
Calcular o viés (erro sistemático) de cada exame.
Bias calculado no controle externo.
Consolidar a estimativa de erro sistemático.
Gestão de Riscos e Segurança do PacienteSoftware
Incidentes, não conformidades, valores críticos e cultura de segurança.
Cultura de segurança + canal anônimo de alerta.
Promover segurança do paciente e ter um canal anônimo para reportar suspeitas.
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Canal anônimo de notificação de incidentes.
Detecção, registro e correção de incidentes, near-miss e eventos adversos.
Capturar e tratar tudo que deu errado ou quase deu errado.
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Módulo de incidentes (liga ao Cap. 5 / RNC).
Classificar não conformidades por fase, origem, tipo de erro e impacto no paciente.
Cada não conformidade é categorizada (pré/analítica/pós, interna/externa, ativa/latente, e o dano ao paciente).
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Módulo de RNC com classificação completa. Gap prioritário.
Colaborar com a Vigilância Sanitária (NOTIVISA) / tecnovigilância.
Notificar problemas com reagentes/equipamentos à ANVISA.
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Registro/integração NOTIVISA.
Dupla identificação pré-analítica + identificação indelével do recipiente.
Confirmar o paciente por dois identificadores e rotular a amostra na frente dele.
Módulo de identificação com dupla checagem configurável + etiquetagem.
Rastreabilidade de profissionais, insumos e equipamentos na fase analítica.
Saber quem, com qual equipamento e qual lote de reagente fez cada exame.
Profissional + equipamento rastreados (eventos + interfaceamento).
Rastreabilidade do lote de reagente/insumo vinculada ao resultado.
Comunicação de resultados críticos, com registro (read-back).
Resultado de pânico é comunicado e o recebimento é registrado antes da liberação.
Valores críticos são detectados e destacados na fila de liberação (/liberacao), e o resultado não é liberado sem tratamento.
Tela dedicada para registrar a comunicação (read-back): quem recebeu, canal e hora.
Plano de Continuidade do Negócio (PCN).
Plano para manter o laboratório operando diante de crises.
Documental.
Fase Pré-analíticaSoftware
Requisição, cadastro e identificação do paciente, coleta e aceite/rejeição de amostra.
Identificação do paciente com documento oficial com foto.
Confirmar que é o paciente certo antes de coletar.
Módulo de identificação com dupla checagem configurável.
Cadastro do paciente com campos mínimos.
Nome, documento, nascimento, sexo, contato etc.
Cadastro completo (CPF, CNS, nome social, sexo, nascimento, contato, endereço).
Registro das datas e horas do atendimento.
Carimbar quando cada etapa aconteceu.
Carimbos de tempo em coleta, triagem e recebimento.
Critérios de aceitação, rejeição e restrição de amostra.
Amostra mal identificada ou imprópria não é processada (ou processada com ressalva).
Triagem com rejeição motivada e status da amostra.
Procedimento de transporte e preservação de amostras.
Como transportar e conservar as amostras com segurança.
Documental; o sistema registra a etapa de transporte.
Fase Analítica
Catálogo de exames, métodos analíticos e validação.
Relação de exames acessível e atualizada.
Catálogo de exames sempre disponível e atualizado.
Catálogo de exames e parâmetros.
Validação de métodos próprios (in house).
Métodos criados pelo laboratório precisam ser validados e documentados.
Campo de método por exame existe; a validação é documental.
Informar os médicos sobre intervalos de referência.
Comunicar valores de referência e mudanças aos solicitantes.
Valores de referência no laudo e no portal.
Comunicação proativa de mudanças de referência.
Cuidado Centrado na Pessoa (NOVO)
Capítulo novo do PALC 2025: direitos do paciente, consentimento, acolhimento e educação.
Direitos do paciente (acessibilidade, privacidade, confidencialidade, consentimento).
Descrever e comunicar os direitos do paciente.
Portal de Saúde + LGPD (opt-in e consentimento) dão a base.
Comunicação formal e estruturada dos direitos.
Acolher e resolver reclamações (ouvidoria).
Canal para o paciente reclamar e acompanhar a solução.
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Ouvidoria/SAC integrada ao Portal.
Termo de Consentimento (TCLE) para provas funcionais, exames genéticos e coletas invasivas.
Captar consentimento informado quando o exame exige.
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Captura e arquivamento de TCLE por exame.
Informação, educação e suporte às dúvidas do paciente.
Ajudar o paciente a entender seus exames e resultados.
Portal + interpretação clínica (parcial).
Completar glossário/letramento no portal.
Equipamentos e Suprimentos
Registro de equipamentos, calibração e rastreabilidade de lotes de reagente.
Rastreamento de reagentes/insumos preparados ou aliquotados.
Saber qual lote de reagente foi usado em quê.
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Cadastro e rastreabilidade de lote de reagente vinculada ao resultado.
Rastreabilidade de cada equipamento que impacta resultados.
Histórico de calibração, manutenção e desempenho por equipamento.
Equipamentos no interfaceamento; gate de calibração bloqueia exame vencido.
Registro completo de manutenção/validação por equipamento.
Procedimento e registros de calibração.
Calibração rastreável dos equipamentos.
Gate de aptidão por calibração vencida implementado.
Histórico documental de calibração.
Não Conformidades, Reclamações e Melhoria ContínuaSoftware
Registro e tratamento de não conformidades (RNC) — pré-requisito de vários outros requisitos.
Procedimento para gestão de não conformidades, acidentes e reclamações.
Registrar, investigar a causa raiz e corrigir tudo que sai do padrão.
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Módulo de RNC com causa raiz e ação corretiva. Gap estrutural prioritário.
Identificação de não conformidades potenciais e oportunidades de melhoria.
Antecipar problemas e capturar ideias de melhoria.
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Captura de melhorias e NC potenciais.
Registros Técnicos e da Qualidade
Geração e preservação de registros; alterações geram histórico com data e identificação.
Alterações em registros críticos geram registro com data e identificação.
Nada some sem deixar rastro de quem alterou e quando.
Trilha de auditoria append-only por resultado e por amostra.
Gestão de Pessoas
Organograma, política de acesso ao SIL, avaliação e clima.
Política de acesso e utilização do SIL.
Cada função tem acesso definido ao sistema.
RBAC por papel aplicado em todas as rotas da API.
Gestão do Sistema da Qualidade
Política da qualidade, auditorias internas e indicadores de desempenho.
Indicadores de desempenho para monitorar o SGQ.
Medir e acompanhar a qualidade com indicadores objetivos.
O Painel Analítico exibe indicadores operacionais (funil, TAT, gargalos) com dados reais do Lisya.
Indicadores formais do SGQ + dashboard executivo (o /dashboard atual é placeholder).
Capítulos majoritariamente organizacionais
Cumprimento depende de processos, pessoas, infraestrutura e documentos (POPs, treinamento, habilitação legal). O LIS apoia com registros e indicadores, mas não "resolve" sozinho.
Organização Geral e Gestão
Habilitação legal, RT, CNES, análise crítica do SGQ, planejamento estratégico. Apoiado por indicadores.
Controle da Documentação
POPs, versão, aprovação e distribuição de documentos. Um módulo documental seria aderente (hoje ausente).
Laboratórios de Apoio
Qualificação, transcrição e guarda de cópias. Roteamento/transcrição parcialmente coberto.
Exames Prioritários / PoCT
Programa de testes à beira-leito (point-of-care). Sem módulo de PoCT hoje.
Informação Técnica
Corpo de profissionais habilitados e consultoria técnica. Organizacional.
Ambiental e Segurança
Instalações, biossegurança, resíduos e prevenção de incêndio. Organizacional/infra.